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Ferroviário

 

FERROVIÁRIO

Escoar a produção interna com baixo custo e alta funcionalidade: este é o grande trunfo do transporte ferroviário. Em Santa Catarina são 1365 km de estradas de ferro, em bitola de 1 metro. Outro ponto positivo na intensificação do transporte ferroviário é a absorção de parte dos veículos pesados, grandes responsáveis pela deterioração das rodovias.

O serviço ferroviário em Santa Catarina é realizado por duas concessionárias:

A ALL possui quatro trechos, sendo que estão em operação 581 km utilizados no transporte de grãos, madeira e carga geral. São eles:

  • Porto União - Marcelino Ramos (sem operação);
  • Mafra - Porto União (sem operação);
  • Mafra - São Francisco do Sul (Porto);
  • Mafra - divisa do Rio Grande do Sul, via Lages.

A Ferrovia Tereza Cristina localiza-se no Sul do Estado e é especializada no transporte de carvão. Ela faz o abastecimento da Usina Termoelétrica Jorge Lacerda diretamente das minas.

Ferrovias Planejadas

Com o objetivo de ampliar a malha ferroviária, a Secretaria de Infraestrutura desenvolveu em 2003 o ‘Estudo de Viabilidade do Sistema Ferroviário no Estado de Santa Catarina’, o qual propõe duas novas ferrovias:

  • Ferrovia Litorânea - 236 km; e
  • Ferrovia Leste-Oeste - 616 km.

O estudo da Ferrovia Litorânea indica um caminho que ligaria Imbituba a Araquari, e conectaria as ferrovias ALL e FTC, além dos quatro portos catarinenses.

Por sua vez, a Ferrovia Leste-Oeste prevê a ligação entre as cidades de Itajaí e Chapecó, conectando à ALL em Ponte Alta, no Planalto Serrano e em Herval d’Oeste, no Vale do Rio do Peixe.

Histórico das Ferrovias em Santa Catarina

Ferrovia Tereza - Cristina

A descoberta de jazidas de carvão no sul do Estado, na região de Tubarão, atraiu investimentos estrangeiros e, entre 1880 e 1884, foi construída a Ferrovia Tereza Cristina. O nome é uma homenagem da empresa inglesa responsável pela construção à esposa do Imperador Dom Pedro II, como forma de agradecimento à autorização governamental para a realização da obra.

A linha tronco foi concluída com 118,096 metros, ligando o porto de Imbituba às minas. Um ramal de 7056 metros conectava as estações de Bifurcação e Laguna. As bitolas eram de um metro e a ferrovia tinha 44 pontes e pontilhões. Ao todo eram sete estações: Imbituba, Bifurcação, Laguna, Piedade, Pedras Grandes, Orleans e Minas. Em 1917 foi inaugurado o ramal Tubarão - Araranguá, com 91,850 metros. Outros menores seriam implantados no decorrer dos anos de existência da ferrovia.

Ferrovia São Paulo - Rio Grande

O engenheiro mineiro João Teixeira Soares propõe implantar uma ferrovia colonizadora entre Santa Maria (RS) e Itararé (SP), numa extensão de 1403 km. Assim nasce a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, iniciada em 1890. Quinze anos depois de colocados os primeiros trilhos, apenas 600 km estão abertos ao público, em trechos isolados do Rio Grande do Sul e São Paulo.

A partir de 1906, com a entrega da concessão à Brazil Railway Company, do milionário americano Percival Farquhar, o ritmo da construção se acelera. O trecho catarinense desta ferrovia foi construído no período de 1907 a 1910, com 373 km. Ligava as cidades de União da Vitória (PR) e Marcelino Ramos (RS). Seu traçado foi feito sobre o Rio Uruguai. Percival Farquhar cumpriu sua parte do contrato e terminou a construção da estrada de ferro no prazo marcado, em 17 de dezembro de 1910.

Os produtos das terras do vale do Rio do Peixe rapidamente eram transportados para São Paulo e o Rio de Janeiro, pelos trilhos da São Paulo-Rio Grande e a madeira de Canoinhas, pelo ramal ferroviário, aberto no primeiro dia de abril de 1913, chegava fácil ao Porto de São Francisco do Sul. A construção da linha que liga São Francisco do Sul ao Planalto Norte, passando por São Bento do Sul, teve início já nos primeiros anos de República. A obra desta linha, ramal ferroviário que pertencia à Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande com entroncamento na cidade de Porto União, teve sua conclusão em 1917.

Tronco Sul - Mafra a Lages

A nova ligação entre São Paulo e Rio Grande do Sul, passando por Mafra e Lages, foi iniciada no final da década de 1930 e terminada na década de 1960. A construção coube ao 11º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército – Batalhão Mauá, na época sediado em Rio Negro, Paraná. É uma ferrovia com melhores características do que a antiga São Paulo-Rio Grande. Tem um traçado mais curto e permite o tráfego de trens mais longos e mais pesados.


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